Desterrado

É gente daqui,
de lá,
de qualquer lugar,
que daqui a pouco
a ilha afunda
e tu não vai ter
nem mais onde se coça.
É cada vez mais carro,
é cada vez mais casa,
é cada vez mais caco,
de telha, de vidro, de gente,
que eu vou ter que subir
no alto da cruz do morro:
Deus me livre
se eu caio e morro
afogado
nesse mar de concreto e aço,
concreto e aço.
Eu tomo um caldo
– de cana, geladasso,
pensando:
como que eu faço
pra acha meu espaço,
o terreno pro meu barraco?
Onde que tá o meu lugar,
que o mar ainda não veio pegar?

No sul da ilha,
já não se entra
sem passaporte
e no norte,
eu pego senha:
se me chamarem,
eu dei sorte.
Na lagoa,
eu sou ostra
fora da concha,
marisco fora da pedra,
camarão fora d’água,
só esperando a maré
me pegar e levar
do rancho pra casa.
O centro já não tem
mais ponto,
ruas sem retorno,
e só sendo muito tonto
de ir morar
além da ponte:
O horizonte lá
é tão estreito,
que eu me enforco
no trevo da forquilha,
passando sufoco todo dia
pra bota o carro na ilha.
E quem vem, vem, seja de avião
ou de vassoura.
Quem vai, vai, seja de barco
ou de banana boat.

Falando em trânsito,
vendo vaga de estacionamento:
É no terceiro pavimento
do meu puxado,
que divido,
lado a lado,
com o irmão
do meu cunhado.
E na minha rua,
abriram uma rua,
que vai dá
em outra rua,
passando
aquela rua;
lá debaixo eu vejo a Lua,
e ali de cima, o seu Diabo:
Casado com a dona Bruxa,
moram os dois na solidão,
juntos com seu gato,
a bernunça,
seu rato,
o prefeito,
e o cachorro,
boi de mamão.

Já dizia minha tia:
o homem não é uma ilha,
viver isolado não dá,
só saindo aqui da ilha,
pra saber como a ilha tá.
Sair daqui não quero,
segue reto, não me desespero:
Eu vou morar é na rua,
na esquina entre as dunas,
porque pra cá já
não tem mais lugar
pra ficar.
Eu vou é morar
nas alturas,
bem pra lá do morro do céu,
eu sei que é longe pra dedéu,
mas é barato o aluguel.

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Com quantos tijolos se faz uma poesia concreta?

Betoneiras de rimas, carrinhos de mão para lá e para cá, com versos e britas, cal e farinha de mandioca.

Qual o cimento utilizado pelas concretistas? Cuspe ou pau a pique?

Trenas e niveladores são desnecessários – a medida certa é a dada pela mão torta; a mais errada é a mais próxima do que o míope, hipermetrope, astígmata e estrábico olho humano enxerga como reta e correta.

Haroldo e Augusto são arquitetos de uma nova literatura, assentada em um alicerce moderno, fincada em um ranchinho à beira chão, inspiração para as neo-barrocas casas tupiniquins, construídas em ruas sem fim.

Décio, um mestre de obra de mão cheia, diversificado em técnicas de recursos visuais, fragmentações de espaços e ambientes, experimentalismos acústicos, misturas de massas, argamassas e caldinho de feijão.

Mário e Oswald, empreiteiros de um pavilhão onde cabem todos os sonhos do Brasil; 1.500.000 m² de antropofagia e lojas de 1,99.

Azulejos Noigandres, cobrindo as paredes da cozinha e do banheiro, com estampas caleidoscópicas verdes, amarelas, azuis e brancas;
o piso da garagem e da área de serviço de ladrilhos vermelhos e cacos coloridos, retângulos, triângulos e arabescos;
nos quartos, redes para dormir e um ventilador Brisa para espantar os mosquitos e pernilongos;
na sala de visitas, quadros de Tarsila, Anita, Di e Cândido embelezam ainda mais as formas e formatos de Lina Bo Bardi, combinados com um retrato pintado do vô e da vó e um relojão de parede – o passar do trenzinho caipira dá o rumo da conversa;
garrafas de Coca e restos de Cola fazem as vistas de janelas, amplas, dando todas para a rua dos bobos e para um exótico jardim botânico, onde Manuel hasteia a bandeira da República Pau-Brasil – Klaxon é nosso grito de Eureka.

E, feitas num zigue-zague embolado, a elétrica e a hidráulica se vão e se vem, se puxam e se afrouxam, dando choques em quem canta mal no chuveiro e turbinando o liquidificador de doces vitaminas, frenéticos pulsares.

Isso sem contar com a ajuda dos nobres pedreiros do experimentalismo português, todos eles dignos de devido merecimento – ora, pois, são todos lusofalantes com suas variedades e cacoetes, todos embelezadores dessa salada de frutas tão saborosa e suculenta, sobremesa de um belo pirarucu à provençal.

Numa oka prismática, vive o maxista, marginal anti-herói, usando do barro para construir seu forte, sua fortaleza, lar, agridoce lar, de paredes de ouro mineiro e telhados de mato vivo. Se alimenta de um amor ácido e vermelho como pitangas maduras, sobrevive de um amor roxo e parrudo, como o barroso açai : um hacker xamã, funkeiro techno brega, sangue b classe a, portunhol salvaje, pixador de mão cheia, escangalhador de mentes e cérebros, com seus neologismos de trava línguas, cordéis que dão corda ao imaginar; adormece como o jambu e deixa ereto como o café, almoço de farofa de saúva, coxinha e tainha com pirão d’água; de digestivo, batidinha de cachaça, catuaba e guaraná, aquífero Guaraní, chimarrão do Guaíba, chorume do Tiete, água de cheiro, chopinho, tacaca paraense, pororoca do Rio Negro e Solimões, canal da Barra da Lagoa, Fernando de Noronha, o tererê pantaneiro, a torneira pinga-pinga do pé sujo, água benta de Aparecida, o brilho que vem da Chapada Diamantina, o brilho que dá o cabróbró e a manga rosa, lambida na boca do sapo, mordida na mamona e chá de jurubeba pra ameniza o rebuliço.

Chico Science troca uma ideia forte comigo – Tim Maia escuta de canto de ouvido, enquanto bolo um do bom e, em cima da mesa, um bolo de cenoura com cobertura de Nescau nos espera pruma larica das brabas. “O problema de experimentar muito é engordar a cabeça; mantenha-se sempre em movimento para queimar estes bytes e calorias”.

Nisso, criptografo minhas ideias ao som do berimbau dedilhado milimetricamente por Naná; Jackson dá um acompanhamento maneiro.

Disso, Franklin Cascaes junta os ossos do sambaqui ao couro do que sobrou da bernunça e dá vida a um Frankenstein – Franklenstein de Cascaes, que vai e volta, como uma criancinha animada com um algodão-doce, pelos túneis secretos da Cathedral Metropolitana e com seu passo badala o sino de todas as igrejicas ao redor da ilha, do Ribeirão ao Santinho.

É isso ai, me diziam Deus e o Diabo – não sei se era imaginação do forte sol ou alucinação de Belchior.

#foratemer, Saravá!

Crítica vadia

Comecei a reconhecer as formigas da minha casa. Aquelas, que ficam zanzando por cima da pia, em fila pelos cantos e arestas das paredes, tetos e chãos. Um dia, derramei uma gota de mel e vieram algumas; outro dia, um pouco de frutas: voltaram. Então, fui comer pão e doce e lá estavam, as mesmas, eram elas mesmas. Dia após dia, comida após comida, as mesmas, elas mesmas, diferentes entre si tanto quanto seis ou meia dúzia. Então chamei uma de Carla, a outra de Fernanda e a outra de José, as formigas da minha casa, as formigas da minha pia. Vieram outras em outros dias: Susana, Claudia, Rafael; estas apareceram, para comer biscoitos amanteigados, na Terça. Na Quarta, Beth, Gabriel e Nelson, para o jantar de restos de porco e batatas.

As formigas da casa, donas da pia e da minha louça suja, minha pacata sujeira. Eu nem as matava, as deixava viver a natureza, comer o resto, devorar o que me satisfazia, o que me devorada e restava. Quando queria “brincar”, apenas batia em cima da mesa, ao redor delas e as fazia correr e se esconder em seus caminhos sufocantes, buracos impressionantes. As deixava viver, viva e deixe viver, até mesmo as formigas, inofensivas, tão pequenas quando seu silêncio. E eu as vendo, uma por uma, olhando como um pai desconfiado, um gigante que querer garantir a tranquilidade do reino. Era harmonioso, um ambiente biológico de mutua cooperação. Amigas.

Porém, outro dia, acertei Susana sem querer.

É, não era para ser assim, mas estava nervoso, ela subiu em minha mão procurando atenção, carinho, me deixou mais nervoso, não era um dia bom. E logo, surgiu um burburinho, um reboliço, surgiram várias, formaram grupos, fortalecidas. Vierem numa horda, atrás do monstro de 10 metros, ataque ao titã. “Derrubem ele!”, “subam nele!”, “ataquem ele!”, foi o que ouvi do choque de antenas e mandíbulas vorazes. Então, antes da situação piorar, soprei Carla e William, esmaguei Gabriel. Com um só dedo matei Felipe, Jorge, Amanda, Roberta e a pequena Thais. Passei um pano molhado em uma dezena, espanei ao léu outras muitas. Vinham rápidas e tudo foi em minha legítima defesa, juro. Pisei nelas, apertei o dedo.

Acreditem: Não teve jeito. Elas saíram do controle, dominadoras, escravocratas. Inconsciente como uma ditadura, sádicas como bandidas. Saíram do controle, não teve jeito. Saco. E ainda me ameaçaram! Essas formigas, enfestam tudo, sobem na minha comida, me fazem cócegas, acham que podem viver assim, me espiando, andando por aí.

Foi tudo lindo, mas eu sou a maioria, elas a minoria, eu sou o caçador, elas a caça: só vivemos em paz quando um morre. Eu sou o poder, elas são comandadas, patrão e empregadas, a força e a fraqueza. Formigas, humpf! São só algumas milhões contra eu: viril, imponente, colossal. Que mal podem me causar? Vão causar a revolução das formigas? Burras como brasileiros. Onde já se viu…

E aí delas voltarem, aí delas! Saco.

Depois que numa conversas dessas que se presta atenção quando não se quer comentaram que as pessoas só fumavam porque eram tristes aqueles 20 momentinhos do dia que eram pra ser de relaxamento e descontração se tornaram 20 dos mais pesados fardos que ele poderia carregar. 20 momentinhos do dia onde ficava só ele e ele, frente a si sem ser reflexo de espelho, onde ele não pensava em nada, só queria larga a ansiedade e o estresse a cada baforada e que agora se transformaram em uma análise cruel de cada momento de sua vida, da infância a adolescência chegando agora aos seus 31 anos e 15 de 20 inesquecíveis momentinhos.

Demorou duas noites, três, e um sono que custava a chegar para passar aquele desespero rápido, até aquela sentença, literalmente, se instalar em seu id e começar a cutucar seu pensamento como uma pedra no sapato. As pessoas só fumavam porque eram tristes. As pessoas só fumavam porque eram tristes. Mas porque, Deus? O que há de tristeza para se tragar e soprar em um cigarro? Seria o cigarro a muleta emocional que ele sempre não desejou ter? Era tão feliz, alegre, aparentemente pra ele. Certo que tinha dias que acordava que era o Pit Bull desfiando a manga verde, mas isso todo mundo tinha, seus dias de cão, por assim dizer. Mas na maior parte do tempo era amigável ou o cigarro disfarçava. Enquanto via o amarelo dos dedos e sentia aquele cheiro de papel velho numa mistura de nicotina e alcatrão, viu que agora não teria mais para onde escapar. 20 cigarros e cada um era um lenço de papel para seu interior que fumava triste todos aqueles cigarros como a mão na cabeça lembrando de todos os fatos da vida que queria enterrar junto com as cinzas daquele cinzeiro.

Não queria parar de fumar, isso era fato. Tentou adesivo, chiclete, tentou reduzir os cigarros, de alguns para pouco menos, contudo cada vez que acendia um, cada tragada era um incomodo ao seu consciente. Talvez com medo de ter que enfrentar aqueles problemas aparentes ou talvez por desejo mesmo, porque gostava tanto daqueles cilindros de tabaco finamente fechados e enrolados. Começara a fumar, começara a fumar… Já não se lembrava. Começou de um dia para o outro, de uma noite qualquer, numa mesa de bar, numa conversa no intervalo da aula, foi sem querer. Não começou, aprendeu a fumar, viu alguém, assim como beber, beijar, curtir a vida. Achava o cigarro um amiguinho que jamais seria chato e pentelho e que ele poderia compartilhar seus segredos e que ninguém saberia. O cigarro e o café, eram como o amiguinho e seu primo distante gente boa que vem de longe pra contar casos e mais casos, só pra passa o tempo gostoso. Inspirava e expirava e para resolver seus problemas. Seus problemas. As pessoas só fumavam porque eram tristes. Problemas.

Câncer, enfisema, derrame, infarto, pressão alta, doenças, doenças, doenças. E para ele o cigarro era tão bom, o cigarro nosso sagrado do dia a dia, não via o cigarro como esse vilão. Deduziu, da maneira mais sofrida, que, assim como os remédios, as marcas dos cigarros só variavam, mas os princípios ativos eram os mesmos. Hollywood, Diazepan. Free, Escitalopram. Paroxetina, Marlboro. Fluoxetina, Dallas. Amitriptilina, Dunhill. Citalopram, Derby. Sertralina, Lucky Strike. Bupropiona, Hitz. Imipramina, Minister. Venlafaxina, Gudang Garam. Pondera, Plaza. Amitriptilina, Camel. Nortriptilina, L&M. Tamanha foi a incredulidade que não conseguiu ir além disso.

Foi para a varanda do edifício onde trabalhava, levou pela mão um companheiro para ajudá-lo. E naquele céu cinza, abafado, ficou olhando o filtro, a marca estampada, como nunca havia pensado assim? As pessoas só fumavam porque eram tristes. O médico triste, fumava. O astronauta triste, fumava. O escritor triste, fumava. Ficou futricando na memória embaraçada e viu que seu pai e sua mãe nunca brigavam, a família era unida, não havia dívidas, carro, piscina, casa no campo, Natal, Páscoa, Réveillon, os avos e avós, primos, tios, nunca teve algo que lhe chocasse ou mudasse bruscamente sua personalidade. Porque, porque? Na escola, normal, no trabalho, normal, amor, sexo, vida, amigos, altos e baixos, mas nada que fosse muito exagero ou enfadonho demais.
Nunca precisou de terapia, psiquiatra, budismo, dança circular. O que era então o motivo daquilo? Namoradas não tinha pendências, seu time estava bem, o que podia estar errado, o que estava errado? Pensava e se engafinhava quando Maria entrou. Maria, a moça que sentava no computador que ficava atrás dele, uma querida, e que lhe deu um alegre boa tarde e logo emendou, com um arrotinho suprimido: ah! Que maravilha um cigarrinho! Depois de um almoço desses não tem coisa melhor, né João? Hahahah.

E foi nessa risada tão simples e sem jeito que João viu que todos eram tristes, uns mais, outros menos, mas eram. E cada um dispersava sua tristeza da maneira que preferia. Uns no jogo, outros no sexo, outros na TV, na comida. Uns na religião, outro no esporte, alguns no estudo e tantos outros guardavam tudo para si. Ele, e tantos, no cigarro. Sentia que era triste talvez por tudo na sua vida ter sido da maneira que foi, perfeito da maneira que foi, e talvez isso, a falta da tristeza, era seu mal. Essa felicidade sempre supra, sempre ultra, nunca um momento de solidão, de introspecção. Que ele só tinha a sós com seus 20 cigarros. Ou talvez a tristeza fosse outra, sabe… Mas sabe, o que tinha de mal nisso? Não somos uma sociedade sadia e nesse mundo quem era normal, não é o que dizem os especialistas, esses mesmos, especialistas no sentido real da palavra. Cada louco com sua mania, cada triste com sua felicidade. E não precisava esconder para ninguém que para conter aquela mania triste a louca felicidade dele era o cigarro, felizmente.

Olhou para a moça, botou 3 cigarros na boca e lhe respondeu avidamente: quer ver depois de comer no buffet da esquina! Delícia! E os dois assim eram só sorrisos. Amarelados e de gengivas retraídas, mas sorrisos.

Rosnar pra minha mãe
Morder meu pai
E depois fuder de quatro
Primas, tias
Suas amigas
Nem quero saber
É tudo da matilha
Tudo família.

Chupar a manga
Comer o lixo,
A salsicha
Do cachorro quente
O churrasquinho de gato
Meu vômito
Saboroso
Apetitoso
Lambo a fuça toda.

Lambo meu saco
Lambo minha xota
E depois lambo a cara
A boca,
Lambo toda
A menininha loira
De olhos azuis
E mãos pequeninas
Risadinhas
Me abraça
Me beija
Gracinha
Minha dona,
Madonna mia
Querida dona
Sou fiel.

Uivar pra lua
Correr na rua
Latir de besteira
Para quem passa
Pelo portão
Só pra passar o tempo
Que não passa.

E o que é tempo?
E quem sou eu?
E que dia é hoje?
Que?
Ah…
Au-au!

Dar e doar
Carinho
Tão bonito
Tão querido
Melhor amigo
Sempre por perto
Esperto.

Cachorros loucos
Cadelas prenhas
Bundas
Tetas de fora
Caos dos cães
Acha bonito
Natural
Deitado no sol
Meio de lado
Sem vergonha
Arreganhado.

Pulga, carrapato,
Orelha mordida,
Sarna,
Frieira,
Coceira
5 meses
Sem toma banho
Não importa
Não liga
Cheira o cu dos outros
Como forma de bom dia.

Bom dia, Rex!
Como vai, Totó!
Vou bem, Fifi!
Olá, Lulu!

Anda pelo reto
E pelo torto,
Por cima
E pelas quebrada,
Sem ter onde dormir,
Sem ter onde ficar,
Continua
Firme e forte
E faz o corre
E corre atrás
Das bolas
Passarinho
Gato
Sacola
Pau
Plástico
A própria sombra
Qualquer coisa
Tudo
E corre
Corre
Foge
Por aí, por ali
Porra, fugiu de novo…
Andarilho canino
Sem pressa
Nada estressa.

E nem saber
O por que
Do meu nome
Nem dar bola
Pro que me chamam
Mesmo que me chamem
De burro, retardado,
Idiota,
É tudo por carinho,
Tudo por carinho.
Se chama, eu vou
Vem cá, vem!
Uiuiuiuiuiuiui!

Eu vou!
Eu vou!
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Perro
Curisco
Cusco
Gambuá
Guaipeca
Jaguara
Bucica velha
Pedigree
Vira lata
Tantos nomes
Tantas raças.

Cão é cão
Cachorro
Amo todos
E basta.