São como
trepadeiras numa parede
enraizadas no ferro e cimento
que a preenchem e a tomam por inteiro
se sustentam, acobertam
e até embelezam
mas são só uma casca
uma grossa casca
casca de mato marrom e verde
um emaranhado, um embolado
uma tramóia, uma rede
que não deixa tocar a luz do dia
desconhece a sombra do mundo
não se deixa notar simpatia
do que realmente se quer dizer
trepadeiras numa parede
que encobertam a razão
tapam a visão, escondem
o buraco no muro
deixando tudo escuro
fosco, opaco
para que ninguém, nem nada
conseguir algo de dentro
lá se ver.

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