A festa começa quando tua boca vibrante pimenta cospe chamas por teus rubros lábios. Um batom vermelho que palpita, espasma dormente. Esparrama lenha na fogueira que estala estrala tac tac e faz subir o ponto, a temperatura, a labareda laranja tal como a estrela estrangeira. Fervura, teu sexo vibra tal e qual o tambor que bate forte, soca forte, forte e mais forte, pura questao de sorte, pimenta biquinho os biquinhos docinhos de teus seios. Ah! Eu tô maluco! Meu coração, uma bomba, um bumbo; aperto teu botão que liga e irriga a rosa vermelha inchada, duplicada de proporção, redobrada que sugo, molho sugo, me sujo, é tic tac tac tac, vai ter um piripaque de tanto tesão, impulsa, pula e pulsa pulsa pulsa o cabeçote pinote de cavalo Uh! Tererê!

É São João e São José, Santo Antônio de Lisboa, Santo Amaro da Imperatriz, Angelina Santa Paulina, Santo Anjo do Senhor, Meu Zeloso Guardador e São Paulo, SP. Que Deus te salve e o Diabo me carregue pro norte, sul, sudeste, centro oeste, nordeste e agreste, árido, crato, arre oxe Hare Khrisna Khrisna arre oxe Hare égua!

São eles todos e mais um pouco, loucos que acreditam na palavra reza do profeta; veja suas mãos e seus pés, sagrado peito em chamas, que chamas quando o circo pega fogo, socorro socorro! Fogo, ah fogo, me consuma. Olha a cobra, é mentira! olha a chuva! vira a boca pra lá, mundiça! Damas e cavalheiros, estão com o olho vermelho de fumaça e arruaça? Pula fogueira, iá, iá, pula fogueira, io, io! Sou tua puta e quero que me sirvas à mesa, tostada e cozida, gostosa, saborosa, tempero, segredo de família primo com a tia, como sempre fui e assim que gosto. Bota a mão aqui, bota, ali, bota, bota, e sente e sente, bota fogo na fogueira pra clarear! Passa do ponto e tosta, doura nesse forno crematório. Tua língua cobra coral na minha boca cascavel do mal. Sacode sacode, cresce, cresce, enverga, te morde, te engole e leva pro raio que te parta. 9 meses, dois partos. Meu e teu. Fecha a roda, ciranda cirandinha, quadrilha que instiga a intriga, maconha, fecha a roda, roda, gira, pomba gira Maria Padilha sapatilha levanta poeira que brilha, que brilho, lindo infinito, olha aquilo! Pomba gira gira e roda, roda, roda a roda, apagou, acende, oxe Hare égua! Não baba, desgraça! Bate pé, bate sola, bate mão, bate palma!

É roxo, ultravioleta, piruetas, pimenta malagueta na ponta da lingua careta que explode em fogos de artificios e foguetes, rojões, chicotes de fogo e carvões, lenhas, brasas no ceu, mirabolantes mandalas inflamadas incessantes incandencentes interessantes dançantes como vagalumes pirilampos, arcanjos fogarentos, que sacodem asas e o ajojo todo, que cantam junto com violas e violões as modinhas da hora caipirinha de vinho pira pora minha piroca (eia!), que só tem como testemunha o teu olho azul universo profundo e teu cu; uma cratera no chão na lua, um buraco na rua de terra daqui, longe pra caralho pra chegar, não tinha lugar mais perto pra quem já tá pra lá de Bagdá? Mísseis e torpedos me atingem, vindos de um submarino alemão Steinhäger.

Na madruga, me escuta: é quente o pinhão, o cachorro tá quentinho, dormindo na casinha, e o quentão já frio ainda bate; canela, gengibre, noz moscada, cachaça cachaça vinho e mais cachaça, ai assim, vem cá e se encaixa em mim, ai moço! ai moça! cuidado, assim assim, com os bichinhos do jardim e, ui ui!, com o que lembrará para ser contado pra mim, na manhã seguinte, entre o sol e ressacas, bandeirinhas e chapéus de palha, vômitos e declarações de amor.

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