Resenha The Offspring

Resenha para o site Guia Floripa.

O Punk Rock californiano agitando a Ilha da Magia.

O The Offspring é uma das bandas mais influentes pelo ‘ressurgimento’ do Punk Rock e do Hardcore pela cena californiana nos anos 90, que criou um estilo bastante único de tocar, mesclando guitarras e baterias rápidas com metais, partindo do ska jamaicano, e até o rap. Influenciando, juntamente com Bad Religion, Green Day, Rancid e Nofx, uma série de bandas que viriam a seguir, como Blink 182, Lagwagon, Reel Big Fish, Sum 41, Goldfinger e outras mais, o The Offspring já vendeu mais de 46 milhões de discos, sendo seu maior sucesso, Americana, de 1998, com mais de 13 milhões de cópias vendidas e um sem número de premiações pelo mundo afora.

A banda já se apresentou no país em 5 oportunidades: 1997, 1998, 2004, 2005 e 2013, esta última no Rock In Rio. Este ano, retornou para uma série de apresentações, a iniciar pelo ‘Festival dos Fanáticos’, juntamente com Tequila Baby e Raimundos, no Stage Music Park, em Florianópolis. E eu fui acompanhar este show. Cheguei ao Stage por volta das 21h e o que pude perceber logo de cara é como é mal cuidado seu estacionamento, contando com uma parte asfaltada, porém nem comparada ao restante, de chão batido e cheio de buracos. Creio que a direção da casa deveria tomar cuidado nestes pequenos detalhes. Receber bem os clientes é o primeiro passo para um bom reconhecimento.

Fiquei pelo estacionamento, conversando e tomando cerveja com amigos, quando a banda Tequila Baby entrou no palco por volta das 22h. Não entrei para ver o show, pois no momento passava por uma saga para conseguir as pulseiras que serviriam como credenciais de imprensa para assistir aos shows. Esperei por cerca de 40 minutos, indo de um lugar ao outro sem saber com quem falar ou o que fazer. Aqui, faço mais uma ressalva: a assessoria do show deveria ser mais cuidadosa com isso.

Haviam dois companheiros de imprensa que estavam cobrindo o show para uma revista e que passavam pela mesma situação, pois perdiam o show com toda desorganização. Deveria haver um sistema que agilizasse esse ponto, simplificando a entrada e reconhecimento, pois nem as pessoas responsáveis pelo show sabiam informar por onde andava o responsável pelas pulseiras. Consegui as credenciais e, apesar de tudo, continuei me divertindo. Um rápido resumo do que posso falar sobre a Tequila Baby é que a banda é gaúcha e seu grande sucesso é ‘Sexo, Algemas e Cinta Liga’.

Continuei no estacionamento e logo após subiu ao palco a banda Raimundos. Tenho muito apreço pela banda, que já foi o grande nome musical do país, contudo não assisti ao show, por já tê-los visto recentemente. Por vídeos divulgados em seu Facebook, observei que foi um grande concerto. O Raimundos foi, juntamente com Planet Hemp e Charlie Brown Jr., os destaques da cena musical dos anos 90/00 no Brasil. ‘Raimundos’, ‘Lavo Tá Novo’, ‘Só No Forévis’, além do CD duplo ao vivo, foram seus discos de maior expressão.

Infelizmente, a banda perdeu um pouco de sua fama após a saída do vocalista Rodolfo, que converteu-se ao evangelismo; porém continua com o mesmo peso de sempre. Entre idas e vindas, inclusive com Tico Santa Cruz, da banda Detonautas, assumindo o vocal por algum tempo, o Raimundos atualmente é composto por Digão, no vocal e guitarra; Canisso, no baixo; Marquim, na guitarra; e Caio Cunha, na bateria.

Após cervejas e cervejas, entrei no Stage para ver o show. Havia muita gente no local e tudo transcorria tranquilamente, o que seguiu até o fim do show, sem incidentes ou brigas. Por volta da meia-noite e meia, Dexter Holland nos vocais e guitarras, Noodles na guitarra, Greg K. no baixo e Pete Parada na bateria – a sétima formação da banda – subiram ao palco abrindo o show com o clássico ‘All I Want’, que tornou-se ainda mais conhecida após estar na trilha de um jogo de videogame. Daí até o fim, o público não parou um minuto sequer, como é de praxe em todo bom show.

‘Bad Habit’, ‘Come Out And Play’ e ‘Days Go By’ vieram em seguida. Em ‘Original Prankster’, um hit que marcou a adolescência de muita gente, todos cantaram junto com Dexter. O show prosseguiu com a banda cantando sucessos dos seus 9 discos, como ‘Want You Bad’, de Conspiracy Of One; ‘Hit That’; de Splinter; em ‘Walla Walla’, de Americana, rodas se formaram por toda a parte, com o público batendo cabeça numa grande empolgação.

‘Kristy, Are You Doing Okay?’ foi o momento calmaria (necessário para recuperar o fôlego), porém veio seguido de mais um hit: ‘Why Don’t You Get a Job’. A quebraceira voltou com ‘You’re Gonna Go Far, Kid’ e continuou com o maior sucesso do grupo, ‘Pretty Fly (For a White Guy)’. Para ‘fechar’, ‘The Kids Aren’t Alright’. No bis, dois clássicos: ‘(Can’t Get My) Head Around You e ‘Self Esteem’, ambas do álbum, o mais vendido de todos os tempos por uma gravadora independente, que fez a banda tornar-se mundialmente conhecida: Smash.

E assim foi a noite do dia 7 de fevereiro. Muito Punk Rock, diversão e bate-cabeça para fã nenhum botar defeito.

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