Próximo de sua orelha, os mosquitos zuniam. Zuniam. Zuniam. Zzzuniam. O seu sono era para ser zzzz. zZzZZ. Mas o que ali predominavam e atrapalhavam o seu zono eram os zunidos, em específico, os zZzZz dum ariscado mosquito, que ao invés de dormir um sono puro e gostoso, resolveu zunir, para incomodar os sonhos dos outros. Como diria Vinícius, um fino violino tocava o mosquito, uma fina melodia de pura incomodação. Mozquito, mozquito… E zuniando e zuniando passavam as mãos, próximo a orelha, as orelhas, a cara, a cabeça. E cada tapa que acertava! Era como se desse tchau, tchaus, tchauis, tchaiz! Tchum tcha tcha tchum tchaiz! Passava a mão a toda, zuniada, e acertava a cara. Tchumplat tchumplim tchuplá. TÁ! SPLAT! O mosquito? Não. A bochecha. A cara. A testa. A orelha. Brincadeira! zzzZzZzZz. Bem que uma rizada podia ser azzim. A rizada do mozquito rindo da sua cara que só leva porrada e a fuça do mozquito não acerta em nada. Azzim azzim! zZzZzZzZ o mozquito ria, ria. Zumbia e ria, zumbia e ria. Ria e zumbia. Zombeteando, zumbia e zombava do cara que só acertava a própria cara. zzZzZzZz. Ora a bochecha, ora a testa, ora a cara, olha que horas são? Mozquito desgrazado! Mozquito desgrazado! dizia o italiano irado. Ele vai ver o que é bom pra tozze! E lá ia o italiano ligar o ventilador, se cobrir todo, apavorado, dengue, chikungunya, zika, amarelão, elefantiase, virose e tosse, ia lá, botar aparelhinho na parede, ligar o botãozinho verde. Sbt, Spt, Sbp, Std, Ddt, Zzz. ZZZ zzz zzZzzzZzZ ria e zumbia o mozquito ao ver e não entender.

E foi e foi e foi a noite azzim e foi lá o mozquito piririm tiririm foi lá na perna assim, tintin por tintin. Rodou rodou teve a permizzão e pouzou. Pouzou na perna do cara com sua capa e sua espada. Tuchê! Próximo a penetrar a sefena do cara o cara foi lá na perna e pah! tah! rah! tah! ratatat é bicho solto! ratatat mozquito morto! que azaratatat! O mozquito, mozquito, moh querido mozquito! Moz quiridoz, agora o mozquito agora parou de zumbir zumbizar zumbir. zzzzZzzz iria o italiano agora dormir! Mozquito zumbiu zumbiu e morreu, o infeliz. Nem pra terminar de cravar sua languída espada e refugiar-ze em sua capa, deixaram o mosquito, não deixou o italiano, o cara. Agora ele dormia e o mozquito jazia. Quem sabe agora, depois de um tapa, na cabeça, na orelha e na casa, com o mozquito afogado em tanto sangue, agora depois de tanto zumbi, olha lá! olha lá! o mozquito virou zumbi. Mozquito zumbi, Zaz! Só mesmo pra gente rir. zzzZzZzZzzz ZzzzzzzZzzzz

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