Não se pode esperar
Não se pode
Sequer pensar
Em esperar.

Não se deve
E não se pode.

Nem 5, 4, muito menos
Um segundo
Um…
Imagina!
Onde já se viu?
O cúmulo do absurdo.

De um lado;
Pecado!
Acusarão, os apressados
De outro;
Tempo é dinheiro!
Dirão, os afoitos.

Anos Luz!
Alta produtividade!
Alta-tensão!
Velocidade!
Nem agora,
Muito antes nunca,
Já!

A espera
É inimiga do bom trabalho.

Não para, não para, não para!
Não para, não para, não para!

Preguiça?
Moleza?
Lerdeza?

Desleixe!
Não deixe!
Avante!

Ande,
Ande!

Os pistões!
Os pistões!
Sem descanso
Sem intervalo
Sem calma
O pulso vibrante,
A máquina pulsante

Calmantes
São coisas do passado
Viva a correria do dia a dia!
Disposição!
Ânimo!
Alegria!
Anfetaminas!
Speedball!

Yeah! Wow! Uau!
Rodando, subindo, girando
Pra cima, pra baixo, pulando

Uivando
Pimba!
Pinball!
Uauuuu!

E com todos os carros travados
No congestionamento
Que se formou
Por todos aqueles que queriam
Sair primeiro
Chegar primeiro
Ser o primeiro
Os novos sinais de trânsito
Estipulados pela lei 15,
No parágrafo nono,
Serão:

O vermelho,
Se desespere;
O amarelo,
Não espere;
O verde,
Atropele.

Por fim,
Não estranhe
Se até mesmo
Aquela velha senhorinha
Que no caminhar
É tão devagar
Devagar…
Num ríspido trovejo
Ordenar:

Vai, merda!
Apressa, apressa!
Apressa…
Que é a pressa
Que nos interessa!

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