– Prólogo de uma vida
 
Tudo o que esta escrito a seguir, nada disso fui eu que escrevi. Na verdade, só fui um meio, um modo de Hemingway, Mutarelli, Cervantes e tantos outros perceberam que fizeram um bom trabalho influenciando outros a escrever, como eles também; estes serviram sim de guia para que estas palavras saíssem da maneira que saíssem, dum modo que fossem semelhantes as suas, aos seus modos. Eu nada mais fui que um resultado de todas as influencias sortidas por eles e este trabalho nada mais é que uma falsificação, uma imitação, um pastiche sem originalidade de tudo que li ate hoje e, mal ou bem, me serviu como inspiração, como igualdade para prosseguir com este trabalho. E este é só um ponto. Talvez até haja algo original, algo de novo neste trabalho, mas certamente se esconde ou não se deixa ver, em meio a tantas palavras e modos já ditos, de Banshô a Drummond, de Pizarnik a Hilst, que eu apenas utilizei de maneira diferente, a minha maneira, mas sendo a maneira inteiramente deles, dos outros. Este trabalho é destes outros.
 
No fundo mesmo, todo escritor, musico, pintor, artesão, é um copista, um reprodutor; mínimos poucos se salvam. No fundo, todo artista é um mentiroso.
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